06/12/17 | 9:51 AM
Corredor do Sauim-de-Coleira se integrará à unidade de conservação estadual na zona rural

A proposta de traçado do Corredor Ecológico Urbano do Sauim-de-Coleira deverá incluir áreas pertencentes ao Governo do Estado situadas nas áreas urbana e rural de Manaus. A discussão em torno da inclusão dessas áreas no percurso do corredor levou o grupo de trabalho instituído pela Prefeitura de Manaus com a finalidade de definir as bases de criação do corredor a buscar apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) à iniciativa de criação de uma unidade de conservação (UC) estadual na área rural de Manaus. A proposta é a de criação de uma UC de proteção integral destinada à conservação da espécie que se interligue ao Corredor Ecológico Urbano.

O grupo trabalha agora na construção da argumentação teórica e definição conceitual do Corredor Ecológico Urbano do Sauim-de-Coleira para a fundamentação do decreto de criação. Manaus foi a primeira cidade do Brasil a oficializar a criação de um corredor ecológico urbano, no caso o do Igarapé do Mindu, em 2008. “Nove anos depois, somos referência novamente para outras cidades brasileiras com a criação de mais um corredor, desta vez voltado para a conservação de uma espécie da fauna silvestre amazônica criticamente ameaçada de extinção”,  afirmou o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Antonio Nelson de Oliveira Júnior.

O grupo de trabalho vem se reunindo semanalmente em oficinas destinadas ao estabelecimento de conceitos e caracterizações que embasarão o decreto de criação do Corredor Ecológico Urbano do Sauim-de-Coleira. A proposta visa obter no futuro um corredor integralmente conectado, com a aplicação de instrumentos de gestão inovadores e participação da sociedade, sendo referência na conservação da biodiversidade e na melhoria da qualidade de vida da população. “O objetivo geral do decreto é aumentar a conectividade de habitats naturais para dispersão da fauna e flora silvestres, com a requalificação urbana e socioambiental da área proposta e a participação da sociedade promovendo melhoria da qualidade de vida na cidade de Manaus”, afirma o diretor de Áreas Protegidas da Semmas, Márcio Bentes.

O diretor lembra que, dentro do processo de discussão, estão sendo levantadas diversas variáveis, que exigem medidas legais cabíveis e adaptações. “Estamos levantando variáveis como garantir o direito a propriedade, formas de uso das áreas públicas mais acessíveis à população, mecanismos de conexão para as áreas desconectadas, sinalização, tudo isso visando a requalificação ambiental do território”, explica Bentes.