11/10/18 | 10:11 AM
Corredor Ecológico do Mindu é monitorado por fiscais ambientais da Prefeitura

A área de preservação permanente do Corredor Ecológico Urbano do Igarapé do Mindu, na altura do conjunto Petros, está tendo reforço na fiscalização da Prefeitura de Manaus. Fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) estiveram monitorando o local na manhã desta segunda-feira, 8/10, para evitar que os invasores voltem a destruir a vegetação do local. A visita foi acompanhada por policiais militares do Batalhão de Policiamento Ambiental e integrantes do Grupo Integrado de Prevenção às Invasões de Áreas Públicas do Estado (Gipiap).

A área foi alvo da ação dos invasores no feriado prolongado da Semana da Pátria. No final de semana seguinte, moradores dos condomínios situados nas proximidades denunciaram a presença de pessoas desconhecidas adentrando o local e fazendo demarcações. Na oportunidade, o Batalhão Ambiental foi chamado à área e os invasores fugiram. Aproximadamente 50 hectares foram demarcados, mas a vegetação de grande porte mantida.

No dia 11/9, a Semmas e o Gipiap realizaram a retirada das demarcações e armações de barracos existentes no local. No monitoramento desta segunda-feira, foram encontradas novas demarcações, feitas com arame farpado e piquetes de madeira. O material será todo retirado e apreendido. Placas de Área de Preservação Permanente (APP), também foram instaladas na área.

O trecho do Corredor Ecológico Urbano do Igarapé do Mindu, alvo da ação dos invasores, está inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) Sauim-de-Manaus, decretada recentemente pelo prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF-AM). A APA foi criada com a finalidade de contribuir para a preservação do sauim-de-coleira, espécie criticamente ameaçada de extinção.

O monitoramento continuará sendo feito e quem for pego em flagrante na área responderá pelo crime de intervenção em APP, previsto no artigo 139 do Código Ambiental do Município (Lei 605/2001), recebendo multa mínima de 501 Unidades Fiscais do Município (UFMs).

Foto: Divulgação / Semmas