12/09/18 | 11:40 AM
Foco de invasão é retirado no Corredor Ecológico Urbano do Igarapé do Mindu

A Prefeitura de Manaus e o Grupo Integrado de Prevenção às Invasões em Áreas Públicas (Gipiap) fez, na manhã desta terça-feira, 11/09, a retirada de um foco de invasão num trecho de área de preservação permanente do Igarapé do Mindu, no Conjunto Petros, Coroado, Zona Leste. O foco teve início no feriado da quarta-feira, 5/09, levando ao local policiais do Batalhão Ambiental e fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) durante o final de semana. Pelo menos 70 demarcações de lotes foram encontradas, num trecho de aproximadamente 50 hectares. O trabalho de monitoramento da área continuará sendo realizado. Com esse, sobe para 26 o número de focos de invasão combatidos este ano.

De acordo com o diretor de Fiscalização da Semmas, Enéas Gonçalves, a ação desta terça-feira foi resultado da ação integrada dos órgãos no combate ao problema das invasões. “Nossa ação é preventiva e contamos com o apoio decisivo dos moradores do entorno em denunciar ao perceber qualquer movimentação de invasores na área”, afirmou. Os danos causados à vegetação são visíveis. Dezenas de árvores de pequeno e médio porto foram cortadas e tiveram os troncos utilizados pelo invasores como piquetes para demarcação de lotes.

“Certamente, as próximas investidas dos invasores seriam contra as árvores maiores e o buritizal que ainda se encontra preservado”, explicou Eneas, ressaltando a importância fundamental da conservação daquela área para a manutenção da biodiversidade local. “Este é um trecho do Corredor Ecológico Urbano do Igarapé do Mindu, que está inserido na Área de Proteção Ambiental (APA) Sauim-de-Manaus, decretada recentemente pelo prefeito Arthur Virgílio Neto, em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), com a finalidade de contribuir para a preservação do sauim-de-coleira, criticamente ameaçada de extinção”, observou.

A ação contou com apoio do Batalhão de Policiamento Ambiental, Guarda Municipal, Polícia Militar, Superintendência Estadual de Habitação (Suhab) e Secretaria de Estado de Administração (Sead), órgão ao qual está ligado o Gipiap. O monitoramento continuará sendo feito e quem for pego em flagrante na área responderá pelo crime de intervenção em APP, previsto no artigo 139 do Código Ambiental do Município (Lei 605/2001), recebendo multa mínima de 501 Unidades Fiscais do Município (UFMs).

Fotos: Altemar Alcântara / Semcom