01/12/10 | 2:36 PM
Fretistas de barcos serão cadastrados a partir do primeiro trimestre de 2011

Pessoas que desenvolvem a atividade de fretamento de transporte fluvial para a Praia do Tupé tiveram nesta quarta-feira (1º de dezembro) uma reunião com os integrantes do Grupo Interinstitucional de Gestão Ambiental (Giga) da Praia do Tupé, na sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, para tomarem conhecimento das novas regras que deverão ordenar o uso do balneário,  que fica situado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé. A RDS, situada a 25 quilômetros de Manaus, é gerida pela prefeitura, por meio da Semmas.

Os fretistas e donos de barco passarão por um processo de cadastramento, que permitirá um controle da quantidade de usuários e embarcações que visitam a reserva e, ao mesmo tempo, fazer com que  recebam orientações ambientais sobre como manter a área conservada. Com o início da subida dos rios, a Praia do Tupé volta a ser um destino muito procurado pela população de Manaus, situação preocupante uma vez que surgem problemas como excesso de embarcações de grande porte na área da praia, acúmulo de resíduos sólidos (lixo) que são gerados pelos usuários das embarcações e poluição sonora causada principalmente pelos barcos recreios.

Além de fretistas, a reunião contou com a participação de representantes da Associação de Barraqueiros da Praia do Tupé, Fundação Municipal de Turismo (Manaustur) e Semmas.  No decorrer da reunião, os fretistas perceberam a importância do processo de ordenação e reconheceram que a Praia do Tupé, principalmente aos domingos, fica superlotada, com barcos que  transitam em locais de banho da população, colocando em risco a segurança de banhistas, e outros que fazem o desembarque de passageiros em locais inadequados (muito próximo dos banhistas).

“Com a implementação do regulamento de uso da praia, a Prefeitura busca a sustentabilidade do lugar de forma que possamos aliar o lazer à geração de renda sem prejudicar o meio ambiente”, explicou a chefe da Divisão de Áreas Protegidas, da Semmas, Socorro Monteiro. A proposta, segundo Socorro, é ter o controle do número de embarcações e pessoas que procuram a praia nos meses de Alta Estação,  de junho a outubro, estabelecer uma sinalização onde serão identificados locais para embarque e desembarque e regras quanto ao uso de aparelhagem sonora, som ao vivo, destinação adequada do lixo, proibição de lançamento de efluentes sanitários na água, entre outras.

Por enquanto, os técnicos da Semmas juntamente com os integrantes do Giga, que é formado por representantes de diversas instituições, entre as quais a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Manaustur, trabalham na elaboração do formulário que será preenchido por fretistas,  proprietários e agências de turismo. O documento conterá informações gerais da embarcação, das atividades desenvolvidas e será preenchido na sede da Semmas, para onde deverão se dirigir os envolvidos. “Enviaremos um convite para todos que estão sendo identificados pelos próprios participantes do Giga possam comparecer à secretaria de modo a termos o maior número possível de interessados participando do processo”, afirmou Socorro.