04/05/17 | 1:47 PM
Prefeitura monitora ipês contaminados e registra BO na Delegacia Especializada em Meio Ambiente

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A Prefeitura de Manaus está monitorando a situação dos seis ipês que sofreram tentativa de envenenamento na Avenida Djalma Batista, na altura do Vieiralves. Um boletim de ocorrência foi registrado junto à Delegacia Especializada em Meio Ambiente (Dema), para a instauração de inquérito criminal do caso. Desde o último sábado, 29/4, equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) vão até o local diariamente observar o estado das árvores. A finalidade do monitoramento é acompanhar o efeito gradativo do produto aplicado para matar as árvores – ainda desconhecido – e verificar o efeito das medidas paliativas tomadas para tentar salvar as mesmas. O BO foi registrado na manhã de quarta-feira, 3/5, por técnicos do órgão.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Antônio Nelson de Oliveira Júnior, explicou que, paralelamente ao trabalho de investigação policial, determinou rigor na apuração administrativa do caso por parte da secretaria. “O desafio agora é saber que tipo de produto foi utilizado para tentar matar as árvores e avaliar também o impacto que ele terá sobre o solo, já que o mesmo local será utilizado para o replantio de novas árvores”, afirmou Antonio Nelson. Técnicos da Semmas realizaram a coleta de amostras do solo e encaminharam para análise na tentativa de identificar o produto. O processo de degeneração da árvore está ocorrendo de forma rápida com o ressecamento das folhas, mas serão aplicados curativos sobre os ferimentos (fendas abertas para aplicação do veneno) na tentativa de ajudar as árvores a sobreviverem. Em caso de perda, árvores da mesma espécie serão plantadas novamente.

Já na quarta-feira, 3, policiais da Dema iniciaram os trabalhos de investigação, com coleta de informações e diligências no local. O trecho da Djalma Batista onde ocorreu a contaminação fica na altura da Rua Rio Branco, no Vieiralves. Outro procedimento adotado para tentar salvar os ipês foi o de colocação de terra preta e calcário em parte do solo no entorno das árvores, além do sulfato de cobre aplicado sobre os ferimentos. Segundo os técnicos da Semmas, o produto venenoso também foi aplicado no solo pelos infratores. Um fragmento de casca de uma das árvores, impregnado com o suposto veneno, também foi levado para análise.

Fotos: Arlesson Sicsú /Semmas

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