11/05/17 | 10:15 AM
Semmas embarga atividade em área de preservação permanente da Cachoeira Alta do Tarumã

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A fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) embargou obras de ampliação e as atividades comerciais que vinham sendo desenvolvidas em um trecho da área de preservação permanente da Cachoeira Alta do Tarumã, situada às margens da Avenida do Turismo, na Área de Proteção Ambiental (APA) Tarumã-Ponta Negra. Os ocupantes estavam utilizando as instalações de um antigo posto de fiscalização da Sedema como um lanche e pretendiam ampliar a área para funcionamento de um café regional. A ação ocorreu na última segunda-feira, 8.

A ocupação está localizada na área de intervenção do projeto, do prefeito Arthur Virgílio Neto, de instalação do Parque Urbano da Cachoeira Alta do Tarumã, que aguarda desde 2013 recursos do Governo Federal para a sua execução. “O projeto atende a determinação do prefeito Arthur Virgilio de criação de novas áreas protegidas na cidade de Manaus e esperamos agora obter o apoio do ministro de Meio Ambiente, Sarney Filho”, explica o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Antonio Nelson de Oliveira Júnior. A criação de áreas protegidas é uma das estratégias de conservação e proteção ambiental que norteiam o trabalho da Semmas.

Em junho de 2013, o prefeito Arthur Virgilioi apresentou o projeto à então presidente Dilma Roussef em reunião no Palácio do Planalto. A ideia é instituir dentro da APA Tarumã um espaço territorialmente protegido que irá revalorizar a Cachoeira Alta do Tarumã, patrimônio natural de rara beleza cênica, que muito já representou para a população manauara e, ao longo das duas últimas décadas, encontrava-se esquecido.

O parque ficaria localizado numa área de 209 hectares. De acordo com diagnóstico fundiário realizado pela Semmas, pelo menos 15%, correspondentes a 31,5 hectares, desse total estão localizados no entorno da Avenida do Turismo, em área pertencente ao domínio do Estado do Amazonas. Na época, a Semmas realizou um  diagnóstico socioambiental do entorno da área de implantação do parque com a finalidade de fazer o reconhecimento das comunidades existentes e coletar informações sobre tempo de moradia, renda familiar, expectativas em relação ao parque, formas de uso da área, impactos produzidos, entre outros dados. As informações do diagnóstico vão subsidiar a elaboração do decreto de criação do parque. A ideia é instalar no local pistas de caminhada, quadras de esporte, área de camping, mirantes, arborização, paisagismo e estacionamento.

Fotos: Divulgação /Semmas