12/03/15 | 3:59 PM
Executivos da WCS Global visitam parques municipais para futura cooperação internacional

O Parque Municipal do Mindu, o Refúgio da Vida Silvestre Sauim Castanheiras e o Parque Municipal Nascentes do Mindu, unidades de conservação geridas pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), receberam na segunda-feira, 9, e nesta terça, 10, a visita técnica  de executivos da organização não-governamental  norte-americana Wildelife Conservation Society (WCS). A entidade conservacionista tem atuação mundial na área de fauna silvestre e está em Manaus com a finalidade de estabelecer as bases para a assinatura de um termo de cooperação junto aos órgãos ambientais das esferas municipal, estadual e federal, visando o fortalecimento das ações de resgate, tratamento e devolução à natureza da fauna silvestre encontrada em situação de risco, bem como de educação ambiental e sensibilização da população para a questão do caça e do comércio ilegal de animais silvestres.

Na segunda-feira, no Parque do Mindu, os executivos foram recebidos pela secretária municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Kátia Schweickardt, juntamente com o diretor executivo e o coordenador científico do Programa WCS Brasil, Carlos César Durigan e Karl Didier, respectivamente. Participaram das visitas a vice-presidente de Planejamento e Design da WCS Global, Susan Chin, o vice-presidente e curador geral do Zoológico do Bronx, em Nova York, Pat Thomas, o diretor de Criação e a coordenadora de Conteúdo Interpretativo, do Departamento de Artes Gráficas e Exposições da WCS Nova York, Jason Hill e Sarah Werner. O grupo ouviu a apresentação feita pela secretária Kátia Schweickardt acerca dos desafios da gestão ambiental municipal, sobretudo no que se refere às áreas protegidas da cidade, responsáveis hoje por abrigar e proteger diversas espécies de fauna silvestre amazônica, entre elas o sauim-de-coleira, criticamente ameaçado de extinção. Em seguida, a explanação foi sobre o trabalho desenvolvido no Refúgio da Vida Silvestre Sauim Castanheiras, unidade responsável pelo atendimento a animais silvestres encontrados em situação de risco na cidade e onde funciona o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas).

O objetivo do termo de cooperação será o de fortalecer a insfraestrutura do Cetas, a partir do desenvolvimento de projetos arquitetônicos que possam tornar o local um centro de excelência a partir de um trabalho conjunto entre as instituições. As mudanças, uma vez implementadas, poderão fazer do local uma referência em educação ambiental para a conservação da vida silvestre no Brasil e no Mundo. Pela manhã, os executivos percorreram o Parque Municipal do Mindu e à tarde visitaram o Refúgio da Vida Silvestre, percorrendo as áreas administrativas, as instalações e trilhas que levam aos recintos onde se encontram animais em tratamento e processo de reabilitação para a vida livre.  No total, existem 22 recintos abrigando atualmente 107 animais silvestres, de diferentes espécies. Os recintos ocupam aproximadamente 20 hectares do total da área do Refúgio, que é de 95,1 hectares.

De acordo com o diretor executivo da WCS Brasil, Carlos Durigan, o projeto é ambicioso, colaborativo e deverá envolver as cinco instituições – WECS Brasil, WCS Global, Semmas, Ibama e Ipaam. A ideia é, além de fortalecer a infraestrutura, ampliar também a capacidade dos órgãos para cuidar e reintroduzir na natureza os animais, juntamente com um trabalho de educação ambiental para visitantes e a sensibilização da população em geral, permitindo a redução da caça, consumo e tráfico de animais silvestres. O grupo permanecerá em Manaus até a próxima sexta-feira,  14, realizando uma série de visitas e reuniões de trabalho. Nesta terça-feira, os representantes da WCS conheceram as nascentes do Igarapé do Mindu, abrigadas no Parque Nascentes do Mindu, na Cidade de Deus, Zona Leste.